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ATÉ QUE PONTO É RECOMENDÁVEL O USO DE PINÇAS EM MOLDES

 

Uma análise deve mostrar que às vezes a pinça pode substituir um conjunto mecânico de gaveta, favorecer detalhes do produto com dificuldades para extração ou servir como elemento de insertos ou até objetos de alojamento para terminais. É sempre recomendável quando baixa o custo do molde e no mercado encontram-se alguns tipos padronizados prontos para possíveis reposições e sempre que possível adotá-las. A robustez das peças dá uma característica de confiabilidade em função da qualidade e menor possibilidade de empenamentos ou deformação no entanto, o seu ajuste é muito importante pois, a junção do perfil da forma com a pinça em alguns casos pode gerar uma folga em excesso.

 

Figura 1


O ajuste de pinças deve estar livre de cantos vivos em seu curso de trabalho. No momento do projeto e construção, deve ser oficializado um raio mínimo de construção para a cavidade e pinças, evitando os cantos vivos que são principais responsáveis por enrustimento. Em alguns casos na cavidade, não se consegue atingir de forma ideal os cantos vivos para serem eliminados manualmente. As pinças são ajustadas no momento da fabricação do molde sendo que no caso de reposição o ajuste terá que em certos casos, aguardar a parada do molde e pensando nisto, pinças com perfil que permitem a execução completa da peça, facilita na manutenção. Pinças com faces em ângulo sendo utilizado como face de fechamento favorecem o surgimento de dúvidas no ajuste considerando se houver por algum motivo um desnível no sistema de extração.
Pinças com uma face definida de apoio e uma face em ângulo no sentido de trabalho (entrada e saída) favorecem com segurança a usinagem por completo sendo reposição e ainda garante um melhor ajuste.


Figura 2

No ajuste da face de topo das pinças (área de produtos) , deve-se manter a mesma abaixo da face da forma pois, no movimento de abertura podem ocorrer marcas de raspado na face do produto. O polimento é sempre interessante pois , facilita o deslize da peça com a pinça. No caso de ranhuras ou detalhes que iniciam na forma e continuam na pinça, costuma-se também aplicar um aumento mínimo nas dimensões para que ocorra a abertura sem raspado no produto.





Normalmente as pinças devem ter ajuste para trabalhar com pouca lubrificação e a lubrificação sendo feita com graxa aderente quando necessário. Na fabricação de rebaixos ou ranhuras de lubrificação os mesmos devem ser contidos dentro da face atuante da pinça, sem atingir os cantos e devem estar dentro do curso o utilizado na extração.

 

 


No momento do fechamento do molde sendo o pino de retorno pressionado totalmente ou no próprio recuo do sistema da extração, não havendo um ajuste calibrado conforme a figura 7 , poderá ocorrer pressão demasiada sobre o rolamento, danificando o mesmo e em caso contrário ocorrendo folga no ajuste, a pinça poderá ficar acima da face do produto podendo causar raspado no momento da extração.
Em alguns casos de quebra troca-se o rolamento por rolete fabricado no entanto, pode o sistema ficar trabalhando com tensões e prejudicar a pinça .

Figura 7

Importante na fabricação, a dureza das peças estarem próximas para que ocorra somente “deslize e não desgaste”. Além de funcionar como postiço para originar detalhes nas peças a pinça funciona também como elemento de extração conforme a necessidade . Recomendada para peças com detalhes internos ou externos no sentido contrário a extração .

Pinças extratoras


As dimensões de comprimento das pinças são as mais variadas sendo de pequeno porte para moldes pequenos e grandes para moldes maiores, depende da aplicação, ex.: de 20 mm à 200 mm/400 mm. Em alguns casos a haste pode ser redonda para facilitar ou até em duas partes, para também facilitar a montagem e também a usinagem na fabricação. Na junção da haste em pinças pequenas, as mesmas podem ser travadas somente com pinos-guia sendo que em uma das partes osmesmos devem estar travados. Em peças maiores são utilizados pinos e parafusos embutidos ou não dependendo do posicionamento e curso. Em peças bipartidas podem ser utilizados mais de um tipo de material para fabricação.

Pinças em duas partes


A experiência profissional de cada um, ferramenteiro, projetista ou técnico de processos pode contribuir nesse estudo e utilização. Se formos pesquisar a fundo conheceremos diversos tipos de aplicação de pinças, mas cada um para um tipo específico de produto e necessidade. A visão que tentamos passar é um básico da aplicação e você pode melhorar o conteúdo desse texto nos enviando algum conhecimento .

Publicação Autorizada ao Portal Moldes Injeção Plásticos

Hamilton Nunes da Costa

Matrizeiro Especializado em Moldes

Técnico mecânico

CREA 126.785

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