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CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO A MUDANÇAS MANTÉM A KARINA COM PIQUE DE 20

 

 

Fonte: Plásticos em Revista

A âncora do crescimento
Capacidade de adaptação a mudanças mantém há 40 anos a Karina com pique de 20

As gerações y e z podem até duvidar, mas houve um tempo em que policloreto de vinila (PVC) reinava até em garrafões e garrafas de água mineral. Poucos polímeros como a resina vinílica tiveram seu mercado tão transfigurado do século passado para o atual, uma reviravolta tão intensa que muitas empresas da cadeia do termoplástico ficaram pelo caminho. Por essas e outras, a escalada de 40 anos da Karina em compostos de PVC e, em paralelo nos últimos 11 anos, sua adaptação camaleônica ao superlotado vespeiro dos masters e compostos de poliolefinas, dão aula de jogo de cintura e sobrevida a um monte de aplicações de plásticos de futuro hoje ameaçado pela economia circular, TI e, na esfera automotiva, pelo motor elétrico.

A Karina ganhou o mercado em 1979, quando meu avô, Antranig Gerekmazian, resolveu que meu pai, Hagop Guerekmezian deveria ter carreira solo como empreendedor”, rememora o CEO Hagop Guerekmezian Filho. “Para isso, ele lhe comprou uma extrusora e alugou um galpão de 900 m² em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde começou a produzir compostos de PVC reciclado com capacidade na faixa de 15 a 20 t/mês”. Deu tão certo que, em 2000, a empresa já liderava o beneficiamento do vinil na América Latina e, quatro anos depois, seu complexo sede ocupava 112.000 m² em Guarulhos, e, hoje em dia, Hagop Filho situa sua capacidade nominal para compostos de PVC na casa de 26.000 t/mês, a depender do mix de produtos para aplicações flexíveis e rígidas, além de masters de PVC.

Se somados os portfólios relativos ao vinil e a especialidades poliolefínicas, a Karina hoje comercializa mais de 50.000 formulações com respaldo de 40 técnicos da área de pesquisa e desenvolvimento. Devido a essa fartura de grades, todos considerados igualmente relevantes para o avanço da empresa, Hagop Filho prefere ilustrar como traço marcante do progresso nesses 40 anos a aposta mantida em economia de escala, na integração informatizada do maquinário da nata global e, por fim, na automação do chão de fábrica. “Produzimos compostos de PVC sem interferência humana desde à pesagem da matéria-prima à embalagem final”, ele sublinha. No tocante à área comercial, o CEO distingue a ferramenta da informatização no sistema integrado de vendas, mediante o qual todas as informações cadastrais, financeiras, logísticas e histórico de compras do transformador em vista chegam em tempo real ao vendedor da Karina.

Nos dias de hoje, o jogo de PVC é decidido por aplicações na construção civil, mas a resina ainda tem ramificações frondosas em redutos como brinquedos, blisters ou artigos médico-hospitalares (bolsas de sangue,p.ex). Outro ancoradouro são os fios e cabos que, aos olhos de Hagop Filho, não tendem a ser varridos pela popularização da tecnologia wireless, como teima uma corrente de futurólogos. “Fios e cabos permanecem o principal segmento de compostos de PVC e devem continuar crescendo”, ele defende. “Com a retomada da economia nos próximos anos e a expansão da rede de distribuição de energia, o consumo de fios e cabos em novas capacidades fabris deve aumentar”. Na mesma trilha, ele descarta a hipótese de a ojeriza ecoxiita ao plástico dificultar a presença de PVC em calçados como os femininos. “É um setor com novidades semestrais ao sabor da moda, caso de quesitos como cor, dureza e leveza, e PVC dificilmente perde espaço devido à sua versatilidade para moldagem e adequação a criações que casam com o gosto e o bolso da população”. Referência tirada do forno nesse sentido é um composto de PVC com borracha poliuretânica acenado a calçados de alto valor agregado.

Foi em 2008 que a Karina assumiu a roupagem atual de uma componedora multifacetada e, mais uma vez, a mudança vingou por voto de confiança paterno. “Quando meu pai sentiu firmeza que eu daria continuidade ao negócio ele decidiu, tal como meu avô fez com ele, me dar a oportunidade de abrir um novo segmento na Karina”, expõe Hagop Filho. O pontapé inicial fora do quintal vinílico foi dado com a compra de seis extrusoras. “Fizemos uma comparação de produtos e serviços com componedores múltis e seu perfil diversificado nos mostrou ser este o caminho”. 11 anos depois, a Karina exibe capacidade nominal da ordem de 7.000 t/mês para especialidades poliolefínicas, a depender do mix de produtos, integrado por concentrados, aditivos, micronizados para rotomoldagem, compostos de carga e para fios e cabos.

Hagop Filho acompanha preocupado o repúdio ambiental a um senhor mercado para seus masters e aditivos: descartáveis e embalagens de uso único, artefatos esconjurados pela economia circular. Em contrapartida, ele põe fé na rapidez do avanço da tecnologia de reciclagem nos próximos anos, descerrando aplicações para a Karina esquadrinhar. “Prevemos a expansão do nosso portfólio com materiais reciclados”.

 

No momento, calcula o CEO, a Karina exporta em torno de 7% de sua produção. A intenção é elevar o índice no mínimo a 15% até 2022. A ofensiva internacional não inclui a montagem de unidade no exterior. “Por enquanto, achamos mais interessante investir em estrutura para buscar negócios a partir do Brasil”, estabelece Hagop Filho. Mas nada há contra uma descentralização geográfica no país. “A Karina optou por concentrar a produção em Guarulhos porque, além do espaço próprio, o atendimento a cerca de 70% da produção fica mais viável por esta matriz e a otimização do volume também ajuda muito a minimizar o custo produtivo”, argumenta o dirigente. “Mas com o crescimento projetado para os próximos anos, teremos de avaliar o investimento numa filial”.

Entre os planos de germinação imediata da Karina, Hagop Filho informa, arisco a pormenores, a compra de novas máquinas para ampliar até dezembro sua capacidade instalada para masters e compostos de poliolefinas. “Além do ganho em volume, a qualidade subirá devido à melhor dispersão dos pigmentos e à bem mais efetiva homogeneização de ingredientes providas pelas novas linhas”. Em paralelo, ele adianta o plano de extrapolar os limites de PP e PE. “Já temos engatilhado o desenvolvimento de compostos e masters à base de PET, poliamida (PA) e copolímero de acrilonitrila butadieno estireno (ABS)”.

Fonte: Plásticos em Revista

 

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