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DESENVOLVIDO REVESTIMENTO AUTO – REGENERADOR.

Um revestimento polimérico que se auto-regenera depois de sofrer a ação de intempéries foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign (UIUC), nos Estados Unidos. O princípio de funcionamento o revestimento é o mesmo dos materiais poliméricos auto-regeneradores, mas em vez de usar agentes regeneradores (uma espécie de cola) encapsulados e catalisadores distribuídos ao longo de uma matriz polimérica, os pesquisadores optaram pelo encapsulamento do agente catalisador, o que possibilitou a dispersão das microcápsulas diretamente no revestimento.

Polímeros que se auto-regeneram não são novidade. Na Universidade de Illinois esse tipo de material vem sendo desenvolvido desde a década de 1990, mas os sistemas elaborados até agora apresentavam limitações químicas e mecânicas que impediam o seu uso em revestimentos. “o encapsulamento de ambos os agentes (catalisador e regenerador) permitiu a criação de um sistema que pode ser usado em, praticamente, qualquer material ou revestimento líquido”, explica Paul Braun, professor de engenharia e ciência de materiais envolvido na pesquisa e fundador da Autonomic Materials (EUA), empresa criada para comercializar o produto.

O revestimento auto-regenerador pode ser usado em diferentes aplicações industriais, que incluem peças e componentes automobilísticos, máquinas e equipamentos industriais compósitos estruturais, adesivos, selantes, equipamentos náuticos e aeroespaciais. A autonomic Materials já colocou no mercado três séries diferentes de produtos para serem usados em revestimentos elastoméricos, termorígidos e revestimentos em pó. A companhia também oferece agentes encapsulados desenvolvidos sob medida para aplicações específicas.

Testes conduzidos por Braun e seus colegas demonstraram a eficiência do revestimento. O material foi usado em amostras de aço submetidas pela raspagem manual com uma lâmina até a abertura de uma fenda de 100 µm de profundidade sobre o revestimento. Um grupo de amostras de aço não-revestidas para controle foi submetido ao mesmo desgaste, realizado diretamente sobre a superfície da peça.

As duas amostras foram colocadas sob imersão em uma solução contendo água salinizada. Após 24 horas de imersão, as amostras de controle apresentaram sinais visíveis de desgaste e ferrugem. As amostras revestidas não apresentaram evidências visuais de corrosão mesmo após 120 horas de imersão. Na avaliação de Braun e de seus colegas de pesquisa, Scott White e Soo Hyoun Cho, o revestimento desenvolvido tem grande potencial para proteger os substratos de corrosão. “Acreditamos que as microcápsulas também podem ser usadas para a liberação de anticorrosivos, antimicrobiais e outros agentes funcionais”, concluiu Braun.

Fonte: Revista Plástico Industrial

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