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ECONOMIA CIRCULAR: FAZER O BEM SEM VER A QUEM

 

 

Economia Circular: fazer o bem sem ver a quem

Arena do Inova Plastic discutiu inovações e o futuro do plástico

A Arena do Inova Plastic, uma das novidades apresentadas na recente Feiplastic, contou com diversos painéis e expositores debatendo estratégias, inovação e o futuro do plástico em aplicações alinhadas às novas necessidades da sociedade, do mercado e seus impactos na natureza.

A palestra “O Mundo da Inovação e a Inovação do Mundo” ministrada pelo consultor Leonardo Dornelas, da Inventta, trouxe um panorama de como a tecnologia mudou radicalmente o mundo em pouco tempo e como ainda mais inovações virão através da tecnologia. Segundo ele “A inteligência artificial, por exemplo, está em constante aprimoramento e em pouco tempo será capaz de analisar contexto e informações. Os robôs muito rapidamente vão entrar nas nossas vidas. A tecnologia vai trazer grandes mudanças na sociedade”.

A palestra “O papel das pequenas e médias indústrias no Cenário de Inovação” teve a participação dos representantes das empresas Birmind, Nanox e Printgreen que responderam a perguntas do público sobre qual é o papel das startups na inovação industrial.

A JBS Ambiental apresentou seu case de Economia Circular do Plástico. De acordo com o executivo da empresa Fábio Cardin Maranho a implantação da reciclagem surgiu da necessidade de descartar adequadamente os resíduos produzidos na indústria pecuária e hoje é um dos braços da empresa. “O diferencial da JBS Ambiental é investir na logística reversa. Hoje podemos dizer que os resíduos valem ouro”, explicou.

O mundo está ficando mais leve

A palestra “Inovação de plásticos na mobilidade”, do engenheiro Jef Chandley Cruz da RTP Company Mercosul, trouxe muitas informações importantes sobre o uso do plástico no setor automotivo. Uma delas foi como a substituição do alumínio pelo produto nos componentes do veículo automotor tem tornado a produção muito mais barata.

O grande desafio está relacionado à sustentabilidade e à emissão de CO² dos veículos. Há países em que a legislação já avançou bastante nesta temática e foram impostas metas de redução na emissão do gás. A solução está em investir em materiais mais leves que aumentem a autonomia dos veículos e os tornem menos poluentes. As cifras impressionam: para cada quilo retirado do veículo são poupados 0,09 g de CO²/km que iriam para a atmosfera.

Para cumprir com as metas de redução da poluição atmosférica, os engenheiros estimam que 36% da solução passa pela redução do peso dos veículos. “O plástico é um componente revolucionário que vai mudar o mundo”, enfatiza Jef Cruz.

As inovações vão além da indústria automotiva. Cruz, da RTP, mostrou alguns cases que baratearam a produção e trouxeram mais funcionalidade aos produtos. É o caso, por exemplo, das rodas das cadeiras de rodas que antes eram feitas de alumínio e agora em material plástico. “Essas rodas são mais baratas, mais resistentes e mais funcionais”, explicou.

Outro produto destacado foi a fuselagem do avião. “Hoje ela é mais leve e resistente por causa do plástico”, finalizou.

A palestra intitulada de “A nova rota do mercado automotivo e como os materiais compósitos podem te ajudar a recalculá-la” abordou as inovações com o uso do plástico na produção. De acordo com o palestrante Rodrigo Berardine, da Owenscorning, a produção automotiva continua em franca expansão.

“O mercado automotivo continua crescendo. Em 2005 foram produzidos 60 milhões de veículos. A expectativa é que em 2025 sejam produzidos 120 milhões de veículos, mas que serão completamente diferentes dos de hoje”, disse Berardine.

De olho nestas tendências, a SABIC, outra empresa participante do debate, desenvolveu tampas traseiras em plásticos, que garantem maior leveza aos veículos. “Buscamos redução de peso, liberdade de design e flexibilidade, por isso trouxemos uma solução com um conceito inovador e eficaz para aplicações dos reforços plásticos das portas traseiras dos automóveis, conhecido como reforço estrutural da tampa traseira”, declarou Mauricio Ávila, engenheiro e responsável pelo setor automotivo da empresa.

Sustentabilidade: a questão quase sempre é vista apenas sob o ponto de vista ambiental, mas de acordo com os palestrantes o tema é muito mais complexo, pois envolve também economia e sociedade.

Estamos tentando mudar a visão que a sociedade tem do plástico. Ele é um ótimo produto, traz leveza aos carros e durabilidade aos alimentos, por exemplo. Precisamos discutir a reciclagem e como esse processo deve começar a partir das grandes empresas, tornando sua economia circular”, disse Bruno Igel da WiseWood.

Renato Paquet, CEO e Co – fundador da Polen, foi mais enfático: é preciso acabar com a ideia de que o produto tem um fim e que existem resíduos. O passaporte para o futuro é a reciclagem dos resíduos com a valoração dos produtos pós-consumo e pós – indústria.

Também participaram do painel Gustavo Alvarez, Presidente da America Tampas e Linda de Oliveira, que apresentaram cases interessantes de suas empresas. “Nada precisa ser lixo. Há caminhos muito melhores que esse”, finalizou Linda.

O tema “Inovação na era digital” foi destaque: participaram deste painel Fábio Buckeridge, CDO da Braskem, Fabiano Assunção Sant’Ana, digital head South America da BASF e Fernando Birman, CDO da Solvay.

Os três falaram nas transformações que se aproximam como as macrotendências da economia circular, economia compartilhada, veículos autônomos e inteligência artificial. “O desafio para os próximos cinco anos é que mais pessoas dominem inteligência artificial e programação”, disse Buckeridge.

“Desafios e Oportunidades de Inovação para o Setor”, foi tema de painel onde se propôs fazer um apanhado de tudo que foi discutido durante a semana da Feiplastic. Estiveram presentes José Ricardo Roriz, presidente da ABIPLAST, Rafael Navarro, vice-presidente da ANPEI e Horácio Forjaz da FAPESP.

Temos oportunidade no Brasil. Temos mercado e temos bons instrumentos. Somos um país abundante”, disse Rafael Navarro. Horácio Forjaz frisou que as inovações estão na história da humanidade, mas que nunca houve uma necessidade tão grande delas. “A inovação nunca foi tão importante para a preservação de empresas e até países. No Brasil, nosso desafio é maior, mas nem por isso vamos deixar de aproveitar as oportunidades”, completou enfatizando que o futuro do país também depende de um pacto nacional pelo desenvolvimento.

Além da função de gerar negócios para o setor do plástico a feira assumiu a missão de desmistificar a vilania do plástico. “A visão negativa que se construiu em torno do plástico é muitas vezes emocional. As alternativas que temos a este produto muitas vezes são piores em termos de sustentabilidade ambiental e financeira”, disse Fábio Buckeridge, CDO da Braskem durante a palestra Inovação na Era Digital no Inova Plastic.

 

Foco na sustentabilidade e economia circular

Em parceria com a ABIPLAST e com apoio da Braskem, o evento trouxe para essa edição da Feiplastic uma novidade na Operação Reciclar, que transcendeu o pavilhão de exposições, com 8 horas de coleta de resíduos nas margens do córrego Carandiru, próximo ao conjunto habitacional Cingapura. Ao todo foram coletadas 33 toneladas na operação outside.

A segunda atividade da Operação Reciclar aconteceu durante os cinco dias de evento, com o apoio de agentes coletores no pavilhão de exposições. A coleta foi periódica em todos os expositores do evento que fabricaram produtos plásticos para demonstração e resultou em 57,1 toneladas.

Com 90,1 toneladas de resíduos coletados em 2019, o projeto reforça o compromisso e comprometimento com a sustentabilidade, fomentando a correta destinação dos resíduos. “O principal desafio talvez seja estimular a compreensão de que é responsabilidade de todos o descarte correto.”, explicou Patrícia Oliveira, gerente de produto da Feiplastic.

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), reforçou a importância da iniciativa. “A Operação Reciclar é uma ação de conscientização do consumidor sobre a necessidade do correto descarte de resíduos sólidos. Como indústria, aperfeiçoamos nossos processos e produtos para melhorar o índice de reciclagem no Brasil, mas contamos também com o apoio da população no que tange ao descarte consciente para atingir os ideais de sustentabilidade”, esclarece.

O espaço interativo “Movimento Plástico Transforma”, apresentou ações para sensibilizar a sociedade sobre os benefícios do plástico. Uma iniciativa pioneira do PICPlast, que apresenta o plástico como aliado à tecnologia, à inovação e à responsabilidade e que pode mudar o nosso futuro.

 

Fonte: Feiplastic | KB!COM Comunicação Corporativa

resumo: Moldes Injeção Plásticos

 

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