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ESCOLA LF PRETENDE RETOMAR PROJETO CAMINHÃO ESCOLA

 

 

Escola LF vai retomar seu projeto de ‘caminhão-escola’ para aperfeiçoar mão-de-obra em plásticos

O objetivo é oferecer uma alternativa de capacitação e aperfeiçoamento profissional em outros centros industriais

A Escola LF de cursos profissionalizantes no setor de plásticos está trabalhando no relançamento do seu projeto bem-sucedido do caminhão-escola, em consequência da grande demanda por qualificação profissional nessa área. De 2001 a 2006, a instituição chegou a formar 1,5 mil alunos em cursos de 15 a 70 horas elaborados para máquinas injetoras de plásticos. Esse modelo de treinamento diferenciado pode ser inspirador para outros setores da indústria no Brasil, que precisam de mão-de-obra e não têm alternativas de qualificá-la adequadamente.

Em virtude dos altos custos de manutenção com o caminhão, que era muito antigo, a unidade móvel de ensino teve, no entanto, que ser encerrada e não houve condição de substituí-la até agora.  A ideia de se criar uma unidade de escola móvel na época, surgiu da carência do próprio mercado no interior de São Paulo e em outros estados. Na grande São Paulo, a Escola LF consegue atender plenamente as demandas das indústrias em sua sede na Zona Leste de São Paulo, mas em cidades mais distantes e em outros estados ainda há uma enorme necessidade de capacitação e aperfeiçoamento de trabalhadores de chão-de-fábrica do setor de plásticos.

O objetivo, portanto, agora é que o caminhão-escola volte a atender regiões produtoras de plásticos como por exemplo Campinas, Bauru, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Embu, além de outros municípios e estados, e que não disponham desse tipo de treinamento local. Cerca de 10% dos alunos eram pessoas com cargos de chefia e o restante eram de profissionais do chão de fábrica.

A escola itinerante pioneira era constituída basicamente por um caminhão baú de 10 metros de comprimento e de uma máquina injetora de plástico completa de 40 toneladas. O projeto previa toda a infraestrutura para operação de um confortável estabelecimento de ensino como paredes isoladas, ar-condicionado, e 14 carteiras universitárias com braço escamoteável e ergonomicamente desenvolvidas para acomodação e passagens dos alunos. Além da máquina injetora e de um chiller, equipamento para refrigerar a máquina, também dispunha de todos os recursos necessários para o treinamento, como TV, projetor e tela, simulador de injeção e até um pequeno robô. A ‘planta’ da escola foi criada para que o fluxo dos alunos e o próprio uso fossem bastante dinâmicos, mesmo num espaço reduzido.

A infraestrutura do caminhão tinha ainda um rolo com cabo trifásico de 100 metros para se ligar à cabine de força a fim de levar energia da empresa contratante à unidade-escola, que sempre permanecia no estacionamento da indústria durante o período do curso. “O intuito era qualificar os funcionários dos clientes, visando atender as necessidades específicas de cada fábrica”, lembra Alexandre Farhan, diretor-técnico da Escola LF.

Ampliação

O projeto foi tão bem recebido que varou o estado de São Paulo e foi para Londrina, onde um grupo de empresas e o sindicato do material plástico contrataram esse serviço remoto. Uma empresa de injeção de Joinville a seguir também solicitou o trabalho. Além dessas cidades, a escola-móvel visitou Boituva, Maringá, Jundiaí, Mauá e mais algumas outras para melhorar a qualidade dos seus profissionais do segmento plástico.

A nova forma de aprendizado encantou tanto entusiastas que até o Shopping Center de Itu disponibilizou parte de sua área útil para a instalação do caminhão-escola, promovendo um curso de injeção aberto a todos os interessados e empresas. A unidade móvel, quando não estava em turnê, também era usada na própria sede da Escola LF como mais uma opção de sala de aula para os alunos dos cursos de injeção.

De acordo Farhan, uma das vantagens de empregar esse formato de treinamento é que a empresa não precisa parar sua produção, ou seja, não é necessário imobilizar equipamentos para treinar os funcionários, o que em outras palavras significa perda de faturamento. “Acreditamos que algumas prefeituras também poderiam investir na qualificação de profissionais na sua cidade, que estão desempregados e mesmo sendo leigos ou que não sejam da área, por meio desses cursos”, diz o diretor-executivo da Escola LF.

Acho que é um modelo de ensino que precisa ser pensado com mais profundidade por todo o setor da indústria, pois há uma enorme carência de trabalhadores de chão-de-fábrica com bons conhecimentos do seu ofício, especialmente longe dos grandes centros”, afirma. “Essa forma de treinamento, seria indicada para aqueles que possuem grande interesse em se qualificar, mas não conseguem pelo custo de deslocamento, que o torna inviável. O transporte, de fato, fica mais caro do que o próprio curso”, complementa o diretor da Escola LF.

Para a próxima realização, Farhan espera contar na implementação do projeto com novos parceiros, como por exemplo um associado que tenha o caminhão baú ou mesmo com cavalo e baú, pois esse transporte poderia ser utilizado sem paralisações, enquanto o baú funcionaria como escola estacionada. E ainda, um fabricante de máquina injetora ou sopradora, para ampliar a oferta de treinamentos.  “Talvez, hajam empresas que possam investir como uma espécie de projeto social, já que os valores dos cursos não são tão altos para os alunos, e nem poderiam ser, naturalmente. E nós da Escola LF ficaríamos com a parte acadêmica e ensino, que é nossa especialidade”, diz.

Vantagens

A operação da unidade móvel previa o envio do caminhão para uma determinada região, onde permanecia por um período determinado. O curso era divulgado para todas as empresas do setor naquele espaço geográfico. Ele era cobrado das empresas, mas se algum aluno desejasse, poderia pagá-lo como avulso. A conveniência para o matriculado é que ele não precisava se deslocar até a sede da LF em São Paulo, economizando deste modo despesas como hospedagem, transporte e alimentação. Escolas de formação de mão-de-obra em plásticos são poucas pelo País, por isso a grande vantagem desse formato neste tipo de aprendizado.

Na nova empreitada, os cursos oferecidos nas empresas terão a duração de 8 a 40 horas, de acordo com a necessidade da empresa. Estão previstos treinamentos voltados ao processo de injeção ou sopro (caso haja também patrocínio neste segmento) direcionados a todos os públicos, ou seja, encarregados, gerentes, diretores, engenheiros, ferramenteiros e profissionais da área de qualidade, mas principalmente ampliar a oferta com aperfeiçoamento para operadores e preparadores de máquinas de ambos os processos (sopradoras e injetoras).

Estuda-se ainda a possibilidade de se implementar cursos de iniciação, já que os cursos anteriores eram tradicionalmente apenas de aperfeiçoamento e capacitação, além de criar outras unidades móveis para as áreas de extrusão de filmes, vacuum-forming e reciclagem. Neste caso utilizando-se dos ensinamentos relacionados à coleta seletiva que poderiam ser utilizados em benefício das prefeituras, comunidade e condomínios.

No caso das máquinas injetoras e sopradoras serão ministrados aos alunos ensinamentos como manuseio, funcionamento, operação e preparação da máquina mais racionalmente, normas de segurança, aproveitamento e desperdício de matérias-primas, melhoramento da produtividade e qualidade do produto final, além de detalhes importantes de produção. Para complementar, as aulas proporcionam ainda networking ou rede de contatos de trabalho, trocas de informações e experiências pessoais, e informações sobre oportunidades de novos empregos.

 

Sobre a Escola LF

A escola LF é uma instituição totalmente independente e tem como missão o ensino profissional na área de plásticos. Ela já formou mais de 20 mil alunos em 23 anos de existência. Sua sede apresenta uma infraestrutura muito ampla, bem equipada, moderna e confortável. A área construída é de 1,2 mil metros quadrados e foi projetada exclusivamente para ser uma escola no setor de plásticos. O edifício tem quatro andares, salas de aulas para 30 alunos cada, cantina e um auditório com capacidade para 70 lugares. Além disso, dispõe de um laboratório de informática para os cursos de projetos de moldes 3D e uma oficina de transformação para aulas práticas com máquinas sopradoras, injetoras e toda infraestrutura para que o aluno atue, na prática, na indústria. Está localizada próxima à estação do Metrô na Zona Leste de São Paulo.

Fonte: Grupo VERVI

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