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INDUSTRIAL PARANAENSE SEGUE OTIMISTA, MAS COM POUCAS EXPECTATIVAS

 

Industrial paranaense segue otimista, mas com poucas expectativas em relação ao futuro dos negócios

Instabilidade política atrapalha a retomada da competitividade e demanda sazonal do final do ano mostra uma leve tendência de melhora

A confiança do industrial da construção civil tem leve aumento em agosto, de 0,1 pontos, e atinge 51,2 pontos no mês. O resultado é positivo, mas muito próximo ao limite de 50 pontos, que divide otimismo e pessimismo. A oscilação ainda não traz nenhuma tendência de retomada de condições para que as construtoras voltem a investir em novos empreendimentos. Os dados são de um levantamento realizado mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o chamado Índice de confiança da Indústria da Construção e da Indústria de Transformação.

O cenário político do país continua impactando negativamente no ambiente de negócios. O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, defende medidas estruturais para a retomada do crescimento. “Se compararmos agosto de 2017 com o mesmo mês do ano passado, vemos que os indicadores estão abaixo do que fora registrado em 2016, quando o Senado estava às vésperas de votar o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma”, lembra.

Campagnolo acrescenta que é preciso além de combater a corrupção, medidas institucionais palpáveis. “O empresário paranaense tem poucas expectativas em relação ao ambiente político. Para que ele retome a confiança e possa tirar os projetos da gaveta, ele precisa de mudanças estruturais sejam elas políticas de combate à corrupção quanto econômicas, a longo prazo, e que realmente devolvam a competitividade que perdemos nos últimos anos”, defende.

Contribuíram para o pequeno aumento da confiança na construção civil a melhoria nas condições de negócios, com 3,1 pontos a mais do que julho. Algo historicamente esperado já que agosto costuma ser um mês de aumento de produção. Por outro lado, as expectativas em relação às atividades futuras pioraram, com queda de 1,5 pontos.

Quando falamos em expectativas, o industrial está olhando seis meses adiante. Hoje ele vê uma melhora momentânea em relação ao julho, mas isso não é sustentável no futuro, não há indícios que possa se repetir”, explica Roberto Zurcher, economista da Fiep.

Humor do setor de manufaturados

A indústria de transformação – aquela que transforma matéria-prima em produtos industrializados – segue otimista pelo terceiro mês consecutivo, também com 51,2 pontos, uma recuperação de 1,1 pontos em relação a julho. Apesar de já esperada uma retomada em agosto, o aumento não é animador já que em outros anos o índice foi superior. “Pesaram para o cenário retraído e muito próximo da linha de pessimismo a não recuperação do poder de consumo da população, ou seja, ainda não há uma recuperação da demanda interna significativa”, contextualiza Zurcher.

A oscilação positiva é decorrente da melhoria das condições para o desempenho da atividade industrial, aumento de 2,3 pontos. As expectativas em relação a novos negócios aumentaram 0,6 ponto, algo que ainda não traz nenhum direcionamento sobre a retomada de investimentos.

Cenário de negócios

Os resultados de agosto têm relação com o ambiente de julho, mês em que a produção apresentou resultados negativos. O nível de atividade teve queda de 47,2 pontos para 38,9. O número de empregados também caiu de 45,5 para 41,8.

Já os indicadores de atividade futura tiveram leve aumento. O nível de atividade para os próximos seis meses passou de 44,3 para 49,9; a compra de matéria-prima subiu de 40,9 para 48,5 pontos e o índice de novos serviços e empreendimentos teve retração de 51,6 para 48,7.

Melhoraram as perspectivas de contratação para os próximos seis meses, com oscilação positiva de 44.5 para 48 pontos. No entanto, o índice que mede a possibilidade de novos empreendimentos e serviços teve queda de 51,6 para 48,7. “Os dados mostram que o industrial está comprando insumos na expectativa das vendas do final de ano, que costumam ser melhores. Mas isso não é um sinal de recuperação, mas uma demanda sazonal”, alerta Zurcher.

Fonte: Agência Fiep

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