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KRONA: TURBO NACIONAL EM MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

 

 

Fonte: Plásticos em Revista

 

Alinhada com sua vocação
Em 25 anos a Krona passou de ás regional a turbo nacional em materiais de construção

Como tiroteio em morro no Rio, o prejuízo acumulado nos últimos cinco anos entrou para o cotidiano da construção civil a ponto de, mais um pouco, o vermelho nos resultados tornar-se um lugar tão comum que periga nem merecer mais ser noticiado. Abaixo da linha d’água, porém, bolsões de excelência teimam em investir em sua vocação e assim geram anticorpos contra crises. É o que faz a catarinense Krona, nº 3 do país em tubos e conexões de PVC, como prova sua transfiguração em 25 anos de estrada. Na largada em setembro de 1994, seu poderio se resumia a um galpão de 600 m2 com três extrusoras de tubos. Selfie atual: duas fábricas em Joinville e a filial em Alagoas somam 330.000 m² e abrigam 27 extrusoras e 123 injetoras, um parque que produz 7.000 t/mês de aproximadamente mil produtos para o mercado predial. No último balanço, sob a economia nacional no meio fio, a Krona causou com faturamento aproximado de R$ 660 milhões ou 13,3% acima de 2017; lucro líquido de R$17,7 milhões e, fiel à sua receita de sobrevida, brandiu plano de aplicar R$ 25 milhões este ano.

Lembro muito bem do sonho de empreender que tínhamos eu e meus sócios Mário Borba, Vilson Perin e José Armecides Gonçalves”, conta Valdicir Kortmann, diretor comercial e de marketing da Krona, nome aliás sugado da força da moeda sueca. “Sabíamos do crescimento do mercado de tubos de PVC e, com muita coragem e um bom plano de negócios, decidimos apostar no projeto”.

 

Firme no leme

Devido em especial à baixa na construção civil, o mercado de PVC caiu nos últimos anos, mas a Krona, importante cliente do nosso negócio do vinil, não só se manteve firme como cresceu nos últimos seis anos, efeito da sua estratégia de investimento na expansão do portfólio e de aprimoramento na gestão de processos”.

Marcelo Majoros, gerente de contas de PVC da Braskem.

 

Até hoje, Joinville é o epicentro da produção nacional de tubos e conexões de PVC, segmento há bom tempo arquitetado em três andares: na cobertura, com participação estimada de 60% a 70% a depender do analista, figuram Tigre e Mexichem Brasil (marca premium Amanco e de combate Plastubos). O segundo piso é das indústrias de médio porte e alcance nacional e, no térreo, o reduto pulverizado de marcas regionais, boa parte delas fugazes. No plano macro, este quadro segue de pé, mas, nas entrelinhas, algumas cadeiras começam a mudar de lugar. Tigre e Mexichem, por exemplo, têm primado por contínua diversificação de produtos para irrigação, infraestrutura e uso predial, suavizando assim sua dependência de algum segmento específico. A Tigre, por sinal, investiu até fora do plástico ao entrar em metais sanitários. Após cinco anos com a construção civil e poder aquisitivo de língua de fora, o panorama geral desemboca numa crônica e inquietadora ociosidade na capacidade instalada e na consequente concorrência a ferro e fogo no filão predial, de longe o de maior consumo de tubos de PVC. E é devido ao foco mantido há 25 anos no mercado predial e a uma obsessão com qualidade e marketing sem nada a dever às marcas gigantes que vem dando na vista a gradativa aproximação da Krona do andar de cima do seu setor.

Os indicadores da ascensão falam por si. Seis anos após sua constituição, a Krona já tinia com 11 máquinas de tubos e conexões e mais de mil clientes. Em 2004, rodavam 30 linhas e a carteira de clientes triplicara. Em 2006, ela já era listada em terceiro no ranking nacional do seu segmento e a empresa incorporava sua segunda planta em Joinville, de acessórios sanitários. Em 2008, sob a tempestade financeira global, partia a produção de tubos vinílicos para água fria. No ano seguinte, a Krona exibia 80 máquinas e mais de 6.000 clientes. Em 2012, atraída pela fábrica de PVC ativada pela Braskem em Alagoas e pela oportunidade de marcar território no Nordeste, a Krona partia nas imediações a sua terceira fábrica. Dois anos depois, suas credenciais eram dadas por 128 máquinas e o mix com cerca de 600 produtos. 2016, já sob a crise brasileira estendida até hoje, marcou a estreia da Krona em tubos de copolímero random de polipropileno (PP) para água quente. Na selfie do presente, a produção das 150 linhas da empresa reluz em mais de 10.000 pontos de venda em todo o país, movimento onde o Sul e o pequeno e médio varejo preponderam.

 

Um passo automático à frente

As três fábricas da Krona operam com periféricos da Piovan com ótimo grau de automação nas linhas de injeção, com destaque para a etapa de transporte a vácuo de matéria-prima, controlada pelos sistemas de alimentação centralizada Easysystem”.

Ricardo Prado Santos, vice-presidente do Grupo Piovan.

 

Buscamos ser a melhor empresa do nosso segmento e não a maior”, delimita Kortmann. “Fusões e aquisições estão entre as possibilidades de crescimento, mas não agora”. Na mão oposta de muitos concorrentes, a Krona nunca cogitou transitar por tubos de irrigação e para infraestrutura. “Claro que não desconsideramos setores tão importantes como obras de saneamento e o agronegócio; ambos estão em nosso radar, mas queremos um crescimento sustentável no segmento predial”. Para o dirigente, essa decisão se mostrou acertada por dois motivos: 70% do mercado predial tem seu principal canal de vendas no pequeno e médio varejo, onde a Krona se destaca, e o vergonhoso déficit habitacional do Brasil. De 2007 a 2017, ele cresceu 7%, somando 7.780 milhões de moradias, situa estudo da FGV e Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, mesma fonte da projeção de que o país precisaria construir 1.2 milhão de residências ao ano para atender a demanda habitacional na próxima década.

O enaltecimento do custo/beneficio, P&D e atendimento é ativo fixo nos discursos dos transformadores de tubos e conexões plásticos. Do seu lado, a Krona prova com indicadores a eficácia de uma estratégia que mudou suas feições de um peso-pesado do Sul para a de marca de renome nacional. É o caso da adoção de práticas de manufatura enxuta (lean manufacturing); investimentos na automação do processo, como ilustram robôs em linhas de injeção ou a junção das atividades de compras, almoxarifado, logística, expedição, planejamento e controle de produção numa área de supply chain. Como referência de inovação no portfólio, Kortmann distingue a entrada em cena este ano da série de quadros de distribuição, “para completar nossa linha elétrica”. Injetada em PVC antichama de manuseio e colocação simples, eles conferem proteção mecânica de dispositivos elétricos e encaminhamento de cabos e condutores em instalações de baixa tensão.

No DNA dos tubos

Na garupa de uma produção orçada em 7.000 t/mês, a Krona opera verticalizada no beneficiamento de PVC, justificando assim a posição da construção civil como filé do vinil e dos componentes do composto do polímero, atesta Teodoro Canossa Filho, gerente comercial da brasileira Inbra, medalhão com 80 anos de milhagem nesses materiais auxiliares. “No segmento de tubos, os tipos para esgoto lideram nossos volumes de vendas, com destaque para os estabilizantes Plastabil T-134 e T-130, enquanto para tubos de pressão e infraestrutura o custo/benefício favorece a procura pelos plastificantes Plastabil T-142 e T¨-144”, ele especifica.

Teodoro Canossa Filho, gerente comercial da Inbra.

 

Os quadros de distribuição, por sinal, mereceram até campanha multimídia da Krona estrelada pelo ex-craque e hoje comentarista esportivo Denílson. “Decidimos fortalecer, com grandes resultados, a nossa marca por meio do marketing esportivo”, esclarece Kortmann. “Estamos investindo no replanejamento do marketing digital, mas a mídia tradicional ainda tem muita penetração em nosso público alvo e nas personas ligadas a ele”. Na última premiação da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção, a marca Krona acusou maior reconhecimento no quesito pulverização. “É o resultado de nossa forte atuação no segmento de distribuidores, que leva nossos produtos a empresas de porte menor”, considera o dirigente. “Hoje em dia, porém, conseguimos difundir o valor da marca Krona entre revendedores de todos os portes.”

Fonte: Plásticos em Revista  (17/10/2019)

 

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