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MECÂNICA MANUFACTURING EXPERIENCE: EM 3 DIAS MAIS DE R$ 85 MILHÕES EM CONTRATOS

 

Mecânica Manufacturing Experience: em 3 dias mais de R$ 85 milhões em contratos

 

Rodadas de negócios realizadas em três dias do evento movimentaram R$ 85,5 milhões em novos contratos entre 82 fornecedores e 15 grandes compradores

A Mecânica Manufacturing Experience, que movimentou R$ 85,5 milhões apenas via rodadas de negócios e que, nesta edição, focou em experiências, tecnologia e inovações podem vir a tornar a Indústria 4.0 uma realidade no Brasil, encerrou nesta sexta-feira (27) após quatro dias de realização. Os visitantes da Mecânica Manufacturing Experience puderam conferir as últimas novidades e se atualizar nos mais diversos segmentos da indústria e áreas direta ou indiretamente relacionadas por meio de exposições e apresentações de renomados especialistas, economistas e executivos, inclusive de empresas como Yaskawa, Kuka, Schneider, White Martins, ABB, Ultragaz, Trumpf, Fiat, Bunge e MAN Latin America.

As apresentações envolveram mais de 100 palestras, congressos e mesas redondas no Encontro de Líderes, Arenas do Conhecimento (com os temas Manufatura e Automação Industrial; Componentes Industriais; Energia; e Transporte e Logística) e Arena da Robótica. E as quase duzentas reuniões realizadas em três dias de rodadas de negócios com 82 fornecedores e 15 grandes compradores geraram uma expectativa de movimentação de R$ 85,5 milhões em novos contratos. Foi o maior e mais diverso leque de atividades dos mais de 60 anos da feira, principal polo gerador de negócios da indústria brasileira e precursora dos lançamentos das maiores novidades tecnológicas em mecânica e sistemas integrados de manufatura.

“Com este histórico, temos total consciência da nossa posição de liderança e responsabilidade de trazer sempre as melhores novidades deste mercado em um momento em que nossos clientes nos questionam sobre a grande quantidade de feiras segmentadas. Estamos satisfeitos por termos conseguido mostrar que a tecnologia, conectividade e eletrônica por trás dos sofisticados robôs e demais equipamentos que foram expostos são os verdadeiros pilares da Indústria 4.0”, afirma Igor Tavares, diretor de eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado. Ele também defende que política e economia precisam de espaço na discussão sobre o futuro da planta industrial brasileira para que os compradores possam tomar decisões mais embasadas.

Tavares também anunciou, como solução para o grande número de feiras, a realização da FIEE Smart Future 2019 em parceria com a ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica e a ABIMEI – Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais. Este evento, que ocorrerá de 23 a 26 de julho do ano que vem no São Paulo Expo, será uma convergência em maior escala da manufatura integrada em um único local e para toda a indústria, tornando-se o único a oferecer uma experiência completa do setor.

Cenário Econômico-Político e o Futuro da Indústria no Brasil
O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, indicou que a taxa Selic deve cair para 6,5% na próxima reunião do Copom, podendo terminar o ano em 6%, e que o Brasil deve crescer cerca de 3% até 2021. O ex-presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, também traçou um cenário otimista para a economia para os próximos anos com impacto positivo na indústria, mas os dois alertaram que há variáveis no quadro político que podem mudar essa situação.

E de acordo com o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato à Presidência da República, Henrique Meirelles, a economia do Brasil começou 2018 com forte recuperação sustentada pelo investimento dos empresários, não ancorada em crédito ao consumidor. Para ele, o empresário deve acreditar na continuidade da recuperação econômica e investir na produção e na imagem para crescer, como fizeram as marcas que apostaram na Mecânica Manufacturing Experience.

Robôs Populares
A Arena da Robótica foi um dos espaços mais procurados pelos visitantes da feira por ser um espaço onde, pela primeira vez, pesquisadores, cientistas e estudantes se uniram à indústria para apresentar soluções à manufatura avançada por meio de dez plataformas robóticas. As simulações de manutenção, solda e observação de tubulações realizadas por um mergulhador acompanhado de um robô em um tanque de 25 mil litros de água foi uma atividade de destaque.

Foi promovida pela Escola Móvel de Robótica Subaquática do Senai, provavelmente a única do tipo com uma infraestrutura tão robusta. O robô utilizado para a demonstração foi de pequeno porte, mas outras versões podem ser do tamanho do cômodo de uma casa e conter garras e outras ferramentas metálicas para manipular objetos em ambientes hostis e até mesmo contaminados.

Durante o evento, o IAR – Instituto Avançado de Robótica, responsável pela arena, conseguiu fechar 90% das turmas para seus cursos do próximo mês, superando todas as projeções. E também realizou acordos e convênios com empresas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná para consultoria de cooperação técnica.

Grandes e Pequenas Empresas
O coordenador executivo adjunto do projeto Indústria 2027, iniciativa da CNI em parceria com institutos de economia da UFRJ e da Unicamp, David Kupfer, apresentou e contextualizou alguns resultados do projeto. Ele chamou atenção para o fato de que a pesquisa realizada com 759 empresas no Brasil apontou que elas acreditam que a Indústria 4.0, de fato, vai se materializar no país. No entanto, 80% delas não estão fazendo praticamente nada para que isso aconteça em tempo hábil, o que torna a expectativa difícil de ser alcançada, mesmo com a certeza de que o país estará mais receptivo a novas tecnologias.

As pequenas e médias empresas, muitas das quais participaram da feira com apoio do Sebrae, também terão condições de implementar a Indústria 4.0 com investimentos relativamente baixos, utilizando equipamentos e máquinas que já possuem, de acordo com o diretor executivo do IAR, Rogério Vitalli. “É preciso que os gestores percebam que não existe tecnologia sem as pessoas e que conheçam bem o processo de produção das empresas e identifiquem o que pode ser mecanização e robotizado por meio de retrofit”.

Perfil do Profissional da Indústria 4.0
A manufatura sofrerá com a inteligência artificial e a conectividade uma disruptura que levará o mercado a exigir profissionais totalmente diferentes dos que vemos hoje, conforme o vice-presidente da MAN Latin America, Adilson Dezoto. “O perfil do profissional que trabalha na indústria terá que dar conta do salto de tecnologia que estamos vivendo, mas o que temos é um nível de qualificação inferior ao que devia ser”.

O diretor de Operações Globais da Bunge, Dante Cripa, foi além e lembrou que o processo vai gerar uma exclusão congnitiva, pois quem não tiver o conhecimento, estará fora. “É preciso que as pessoas se preparem para as oportunidades que estão surgindo. Mas tudo precisa estar integrado, pois não adianta funcionários capacitados, equipamentos conectados e robôs atuando na produção se o escoamento é seriamente afetado por não termos estradas decentes”, concluiu.

Já o consenso do painel “Os desafios da Inovação na Indústria” foi que a inovação não é apenas a busca pela tecnologia de ponta, mas agregar mais valor ao cliente, trazer os funcionários para o centro das decisões e promover a diversidade dentro da empresa. Participaram Arthur Lavieri, CEO da Solaris; Sebastião Furquim, CEO da Tópico; William Macedo, gerente de Tecnologia e Desenvolvimento de Novos Negócios da White Martins; e Diogo Corazza, gerente de Aplicação da Trumpf.

Fonte: 2PRÓ Comunicação / Imagem: http://www.mecanica.com.br/

 

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