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ONDE ESTÁ O PROFISSIONAL QUALIFICADO ?

É comum, hoje em dia, ouvirmos falar em desemprego, mas também é muito comum ouvirmos os profissionais que recrutam candidatos em processos seletivos dizerem que não conseguem encontrar bons profissionais para preencher as vagas em aberto.

Nestes meus 10 anos de atuação na área de recursos humanos (RH) venho observando a dificuldade, cada vez maior, das empresas em selecionar pessoal qualificado.

Mesmo com a facilidade e acessibilidade que encontramos atualmente para a realização de cursos e palestras profissionalizantes, internet e baixo custo dos livros, ainda está difícil para as empresas encontrarem profissionais qualificados.

As empresas sofreram uma pressão do mercado muito grande, devido a competitividade, exigências cada vez maiores por qualidade, preço baixo e entrega no prazo e eu não vejo os profissionais se atualizaram na mesma velocidade.

Há aproximadamente 20 anos era comum conhecermos pessoas da família que já estavam trabalhando, receberam excelentes propostas para mudarem de emprego.

Ou quando passavam na porta de multinacionais de grande porte ‘’se pego a laço’’ para trabalhar, mesmo sem qualificação.

A confirmação deste fato é que hoje encontramos muitos profissionais na faixa dos 40/50 anos que não tem formação universitária, e muitas vezes nem segundo grau (ensino médio), que são bem sucedidos profissionalmente.

Mas os tempos mudaram. Hoje encontramos pessoas com curso universitários e, mesmo assim, sem qualificação profissional.


O que está errado então?


Percebo que as pessoas estão perdendo o foco profissional, devido ao excesso de opções que o mercado universitário oferece.

Isso resulta na falta de profissionalização para aquilo que as organizações necessitam.

É uma geração que acredita que tem que gostar do que faz, mas não quer aprender a gostar do que o mercado de trabalho tem de melhor a oferecer.

Eu já fiz muitas entrevistas de empregos onde candidatos têm boa formação, mas não a necessária para o cargo.

Por exemplo, em uma vaga de auxiliar administrativo recebi candidatos com superior completo em Educação Física, Mecatrônica, Veterinária entre outros.

Também é comum você ver em currículos profissionais, na parte de objetivos, o candidato escrever ‘’ a disposição da empresa’’ ou seja ‘’ para mim qualquer coisa serve, preciso trabalhar’’, ou então nos cursos o candidato declara todos os cursos que fez em áreas diferentes como, por exemplo, vendas, administração, culinária, logística e muito mais.

O candidato muitas vezes tem o equívoco de pensar que quanto mais coisas diferentes conhecer , mais será valorizado.

Coloco aqui como dica profissional: que as pessoas busquem um foco de atuação, pesquisando no mercado quais profissões possuem grande quantidade de oferta e salários compatíveis, e que seja dentro de uma área de atuação que a pessoa se identifique.

Vale lembrar que estou me referindo aqui à área de atuação.

Se, por exemplo, um profissional que gosta da área industrial perceber que possui mais campo como operador de máquina CNC do que como soldador, ele deverá focar sua preparação para esse cargo.

Autor:Cristian Degasperi Guilhen — Psicólogo .
Fonte: Revista Ferramental n°28

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