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QUE DIZER DO PARQUE INDUSTRIAL DAS EMBALAGENS PLÁSTICAS NO BRASIL !!

 

 

Fonte: Plásticos em Revista

Uma chave para o enigma
Pesquisa da Euromap contribui para desvendar o parque industrial das embalagens plásticas no Brasil

 

 

Se há uma lacuna que embaça qualquer perfil do setor plástico do Brasil é a dos indicadores da envergadura e atualização do parque industrial da transformação. Mas uma réstia de luz acaba de trespassar esse vácuo, na roupagem de uma pesquisa sobre o mercado brasileiro de máquinas para embalagens plásticas encomendada pela entidade alemã Euromap (European Plastics and Rubber Machinery) e realizada pela consultoria nacional MaxiQuim. O estudo foi enviado pela empresa battenfeld-cincinnati para Plásticos em Revista.

O levantamento contatou 486 transformadoras, das quais 51% no Sudeste; 34% no Sul; 9% no Nordeste; 4% no Centro-Oeste e 2% na região norte. Pelo cruzamento de dados do trabalho, o contingente contatado corresponde a 60% do universo de produtores relevantes de embalagens plásticas no país. A varredura resultou em 75 companhias entrevistadas em fevereiro último e que configuraram o quadro final de respondentes.

Desse total, 35 indústrias estão sediadas no Sul; 31 no Sudeste; 4 no Centro-Oeste; 4 no Nordeste e uma no Norte. No plano macro, várias das 75 pesquisadas operam com mais de um processo de moldagem (injeção, extrusão, sopro e outros) ou consomem mais de um tipo de resina. Uma parcela de 48 delas atua em embalagens de consumo, enquanto 14 produzem embalagens industriais e 13 fornecem os dois tipos. No momento de realização do estudo, os entrevistados nos segmentos de injeção, extrusão e sopro rodavam com ocupação média de 75%.

No reduto de injeção, o levantamento constatou 364 máquinas no efetivo dos entrevistados, enquanto na esfera da extrusão foram registrados 277 linhas (249 de filmes e 28 de chapas termoformáveis) e na do sopro, 276 equipamentos. Outros processos de transformação, como compressão, compareceram com 12 equipamentos. De volta à ala da injeção, a pesquisa aferiu que 38% das 364 máquinas produziam a partir de 300 t/a em diante, enquanto 34% operavam na faixa até 100 t/a. Por sua vez, das 277 extrusoras, 41% produziam de 1.000 a 2.000 t/a e 20% de 100 a 500 t/a. Em relação às 276 sopradoras, o trabalho situou 28% delas na faixa produtiva até 50 t/a e 26% entre 150 e 200 t/a.

 

 Flexíveis multicamada: referência de segmento sofisticado promissor

 

No balanço geral, a pesquisa projeta em 10 anos a idade média do parque fabril das 75 indústrias em foco. No reduto das injetoras, a média das linhas foi calculada em 12 anos; em extrusoras, 11 anos, e nas sopradoras, oito anos. Pelo parâmetro das resinas transformadas, as linhas de maior idade média eram as que operavam com polietileno de alta densidade (15 anos); polipropileno (14 anos) e polietilenos linear e de baixa densidade (11 anos).

O pente fino da Euromap também abrangeu, nas 75 indústrias entrevistadas, os universos das denominadas máquinas secundárias (p.ex. impressoras, corte e solda, bobinadeiras, termoformadoras) e os convencionais periféricos (moinhos, chillers etc). Foi constatado que 36% do efetivo de máquinas secundárias demonstravam idade média entre 5 e 9 anos e 19% eram de linhas no limite máximo de 4 anos. Em periféricos, a parcela de 33% dos equipamentos acusavam idade média entre 5 e 9 anos e a mesma fração de 16% do efetivo foi atribuída a periféricos com idade média de até quatro anos e de 10 a 14 anos.

A segmentação entre maquinário importado e nacional também foi esquadrinhada pelo estudo da Euromap. No compartimento das máquinas primárias, linhas do exterior e montadas aqui repartiram por igual o parque fabril das 75 transformadoras entrevistadas.

Segundo avaliação da pesquisa, a maioria dessas máquinas importadas foi adquirida pelo alto conteúdo tecnológico e não por conveniência de preço. Por sua vez, na esfera das máquinas secundárias em cena nas empresas entrevistadas, uma parcela de 87% era nacional e as importações detinham apenas 13%. O desnível sobe quando transposto ao cenário dos periféricos: participação nacional de 93% versus 7% dos equipamentos vindos de fora.

A propósito, o estudo elege impressoras como as máquinas secundárias mais importadas pelos respondentes, devido ao avanço tecnológico e à “baixa qualidade da máquina nacional”, declara textualmente o trabalho. Das 364 injetoras rastreadas entre as 75 indústrias em cena, 261 eram importadas. De acordo com o levantamento, a motivação chave para importar tais linhas é a redução do ciclo e as principais origens são Alemanha, Itália e China.

Em relação às 277 extrusoras na ativa nas indústrias entrevistadas, a presença importada restringiu-se a 78 linhas, uma discrição justificada no trabalho com a diferença de preços entre a máquina nacional e a do exterior. Por fim, das 276 sopradoras aferidas, 116 delas eram importadas e, entre estas, predominavam máquinas dedicadas a embalagens maiores (a partir de 200 ml) devido à alta qualidade requerida, informa a pesquisa.

 

Indústria 4.0: conceito é justificativa para investimentos na modernização do setor de embalagens

 

O levantamento da Euromap também se deteve no nível de automação do parque fabril em questão, medido por fatores como a idade e autonomia dos equipamentos e a quantidade de funcionários envolvidos na operação deles. Amarradas as pontas, o estudo fatiou o contingente total de 929 máquinas primárias nas 75 transformadoras em 56% para linhas de automação moderada; 39% para aquelas de alto grau de automação; 1% para o grupo de baixa automação e a fração restante de 4% não muniu os pesquisadores de informação a respeito.

Em máquinas secundárias, a mesma divisão contemplou o efetivo de linhas de alta automação com parcela de 43%,seguida por 36 % para os equipamentos de nível moderado de automação;4% para os de baixa automação e sobre os 17% restantes não foram repassados dados aos analistas. Por fim, em periféricos, uma parcela de 41% corresponde aos equipamentos de alto grau de automação; de 39% para as linhas de automação moderada: 1% para as de baixa automação e os dados de 19% restantes não foram providos ao levantamento.

No compartimento específico das 364 injetoras aferidas, 70% delas foram consideradas de automação moderada, 25% de alta e 1% de baixa, sendo que os dados dos 3% finais não foram fornecidos ´para o trabalho. Quanto às 277 extrusoras; 61% delas foram listadas como de alta automação; 38% como de moderada automação e 1% foi a fatia das linhas pouco automatizadas. Na raia das 276 sopradoras, 58% foram vistas como de automação moderada; 32% como de alta e faltaram dados para os pesquisadores em relação ao percentual final.

Em seu arremate, a pesquisa da Euromap condiciona futuros investimentos no parque brasileiro de embalagens plásticas a uma retomada efetiva de melhores níveis de ocupação das plantas, à sombra de um ambiente de negócios mais favorável. O estudo também ressalta a tendência de florescimento de mercados mais sofisticados, com produtos de maior valor agregado, como embalagens flexíveis multicamada. Por fim, o trabalho reconhece que a Indústria 4.0 ainda não é uma realidade no país, mas o conceito constitui um fator chave para a modernização da indústria brasileira de embalagens plásticas tomar corpo.

Fonte: Plásticos em Revista

 

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