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ROBÔS COLABORATIVOS PARA TRABALHOS NA ÁREA DE PLÁSTICOS

Empresas do setor de injeção querem investir em tecnologia e parcerias

Pesquisa realizada pela Revista Plástico Industrial constatou que empresas que processam plásticos por injeção planejam modernizar fábricas e investir na implementação das tecnologias associadas ao conceito de indústria 4.0.

Uma pesquisa realizada junto a empresas que executam a transformação de resinas termoplásticas por injeção para atualização do guia anual sobre o setor mostrou que elas têm muito interesse na modernização de seus parques fabris e no estabelecimento de parcerias que promovam o seu desenvolvimento tecnológico.

Plástico Industrial realizou uma pesquisa que mostrou que empresas da área de plásticos querem se modernizar

A atualização de linhas de produção, por exemplo, já está em curso para aproximadamente 50,72% das entrevistadas, que já utilizam prototipagem rápida (impressão 3D) no desenvolvimento de produtos, ao passo que 26% disseram que possuem robôs manipuladores e 14,49% implantaram células robotizadas, que são usadas em operações como in mold labeling, para sobreinjeção de insertos, extração de peças plásticas, soldagem, montagem e embalagem de peças.

Outras tecnologias associadas ao conceito de indústria 4.0 também já estão em uso em suas unidades industriais. Segundo as participantes, isso inclui Internet das Coisas (IoT), recursos de computação em nuvem, sistemas MES integrados com ERP, análise de big data e sistemas de cibersegurança no ambiente de produção.

Além disso, mais de 50% das empresas que colaboraram com a pesquisa planejam investir nesse tipo de tecnologia nos próximos anos. A maioria delas tem interesse em estabelecer parcerias com instituições de pesquisa e ensino como parte dos futuros investimentos.

O perfil das empresas

As empresas participantes da pesquisa informaram ter 26,30% da sua carteira de clientes composta por diversos segmentos classificados na categoria “Outros” como, por exemplo, de automação industrial, construção civil, fabricantes de produtos para cuidados pessoais, de produtos para pets e de peças para veículos, bem como o ramo metalmecânico e de equipamentos ópticos.

A indústria automobilística vem em segundo lugar, representando 18,25% da clientela, enquanto a de embalagens vem em terceiro, com 16,52%. Esse ranking segue com o ramo agroindustrial, 9,27%, de utilidades domésticas, 6,94%, eletroeletrônicos, 5,13%, brinquedos e artigos para lazer, 5,02%, e fornecedores de eletrodomésticos de linha branca, 4,66%.

As áreas médica e odontológica também foram apontadas pelas empresas entrevistadas, representando, juntas, 4,20% da sua carteira de clientes, ao passo que fabricantes de equipamentos para sinalização equivalem a 2,11% e a área elétrica a 1,60%.

Aproveitamento total da matéria-prima

O levantamento feito por Plástico Industrial também constatou que o volume de resinas termoplásticas processado mensalmente pelas companhias participantes é de, em média, 2.431 toneladas.

Elas também informaram que o volume médio de sobras de processo computado atualmente em seus parques fabris é de 28,90 toneladas, o que leva ao baixíssimo índice de 1,2% de material excedente, o qual certamente é convertido novamente em  matéria-prima para a fabricação de novos itens, tendo em vista que 98,55% das entrevistadas informaram que contam com moinhos em suas linhas de produção.

Cobot para trabalhos na área de plásticos

Autômato com capacidade para movimentar cargas com peso superior a 15 kg passará a ser comercializado este ano.

A fabricante de robôs industriais Universal Robots, companhia de origem dinamarquesa com unidade brasileira situada em São Caetano do Sul (SP), lançou recentemente um cobot que pode ser usado em operações complementares à fabricação de produtos plásticos como inserção e extração de insertos em moldes para transformação de resinas termoplásticas, por exemplo.

Robô colaborativo recém-lançado e indicado para trabalhos na cadeia produtiva do plástico será comercializado no Brasil este ano

O braço do UR20 apresenta alcance de 1.750 mm, uma característica técnica que faz com que ele seja recomendado para outros trabalhos no chão de fábrica como manuseio, soldagem e montagem de peças e componentes, entre outros.

De acordo com informações fornecidas pela empresa, o cobot foi projetado de modo a facilitar a execução de suas operações, o que possibilita a realização de ciclos de trabalho mais rápidos em relação a outros autômatos. Kim Povlsen, presidente da companhia, comentou mais detalhes sobre o equipamento: “os benefícios proporcionados pelo UR20 são tempos de ciclo mais rápidos e capacidade de lidar com cargas mais pesadas em relação a outros robôs. Também incorporamos softwares, oferecendo aos usuários recursos para o controle dos movimentos do cobot”.

Em comunicado à imprensa, foi informado que os clientes poderão solicitar a pré-encomenda do robô no final do quarto trimestre deste ano.

Fonte: Revista Plástico Industrial / Editora Aranda

publicado em 05/07/2022

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