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SEMINÁRIO COMPETITIVIDADE ENQUADRA O PLÁSTICO NA ERA DA ECONOMIA CIRCULAR

 

 

Fonte: Plásticos em Revista

Seminário Competitividade enquadra o plástico na era da economia circular

Quatro palestras e quatro debates cobriram os desafios e esforços da petroquímica e transformação para acertar o passo com a nova realidade do mercado

Nem um scanner ou drone devassaria tão a fundo a atual crise existencial do plástico como fez o 9º Seminário Competitividade organizado por Plásticos em Revista e a Associação Brasileira do Plástico (Abiplast) e realizado em 12 de setembro último em São Paulo. Com lotação esgotada por 302 inscrições, o evento abriu com uma panorâmica do empenho do governo Bolsonaro em simplificar o ambiente de negócios e implantar as ansiadas reformas estruturais, traçada por Caio Megale, Secretário de Desenvolvimento da indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia. Por seu turno, os efeitos deletérios do renitente mutismo da indústria plástica aos ataques ambientalistas e uma profusão de exemplos de bem sucedidas estratégias de comunicação adotadas por entidades e empresas internacionais para revidar críticas e contornar abalos na imagem institucional deram o tom da palestra de Luiz Buono, publicitário da agência Fábrica.

 

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, mediou dois dos quatro debates da grade temária do seminário. No primeiro deles, o futuro de embalagens de uso único e descartáveis plásticos na era da economia circular e alternativas para a cadeia do plástico resguardar estes robustos segmentos transformadores foram analisados por Clóvis Cortesia, diretor da Copobras, referência nacional em filmes multimacada e descartáveis; Sérgio Bianchi, executivo da Polo Films, peso-pesado em BOPP e Ivo Yoshida, diretor da transformadora Valpri Embalagens Plásticas Flexíveis. No segundo debate, foi a vez da visão da indústria petroquímica sobre o impacto do crescente excedente global de polietileno (a resina mais consumida e que tem em embalagens de uso único 2/3 do seu mercado). Perante a hiper oferta (local e global) e consequentes preços depreciados da resina virgem, não sai do chão a competitividade do reciclado, já penalizado no Brasil por bitributação, engrossando assim os desafios para a reciclagem mecânica corresponder ao evangelho da sustentabilidade, evidenciaram no debate Fabiana Quiroga, diretora da Braskem; Solange Stumpf, sócia fundadora da consultoria MaxiQuim e Daniella Miranda, executiva da Dow.

Outra faceta da reciclagem, a recuperação de polímeros pós consumo pela rota química, foi a tônica da palestra ministrada por duas feras da Braskem nessa tecnologia ascendente na Europa e EUA: Renato Ditomaso e Luiz Falcon. Em sua apresentação, eles descreveram, passo a passo, processos de reciclagem química como a pirólise, expuseram as oportunidades de aplicações e os pontos favoráveis e a desejar desse tipo de plástico reciclado. Também realçaram que esta tecnologia, ainda não posta à prova em grande escala industrial, constitui na realidade um complemento da atividade de reciclagem mecânica.

Edison Terra, vice presidente da Braskem, concentrou sua palestra na necessidade de a cadeia plástica adaptar-se ao caminho sem volta da economia circular. Na ocasião, o dirigente reconheceu que a indústria precisa aprimorar com urgência a sua política de comunicação, tão discreta que mesmo transformadores de peso mostram conhecimento a desejar de várias ações oficiais em prol do setor, ele ressaltou.

 

A sequência de debates prosseguiu com uma imersão na influência na concepção de embalagens hoje exercida pela economia circular, a cargo de dois verbetes das indústrias finais: a gigante múlti de lácteos e água mineral Danone, representada pela gerente Luiza Yang, e a Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam), na presença do seu presidente Carlos Alberto Lancia. O debate foi mediado por Fábio Sant’Ana, especialista da Braskem e Ricardo Hajaj, conselheiro da Abiplast. Luiza Yang enfatizou tópicos da política global de sustentabilidade da Danone, a exemplo da reciclabilidade das embalagens e a conscientização ambiental do consumidor, e Lancia demonstrou como as fontes de água mineral costuram o engajamento na economia circular com os limites ditados pela realidade econômica.

 

Os desafios para atrair novos talentos para a transformação de plástico fervilharam no último debate do seminário, mediado com brilho por Bárbara Nogueira, diretora e head hunter da empresa Prime Talent e com a participação de três representantes da nova geração: Bruno Igel, CEO da recicladora Wise; Alan Mani, dirigente da recicladora Deink Brasil e Leonardo Roriz Coelho CEO da start up Ciclopack, focada na digitalização da rastreabilidade e segurança de embalagens e resinas. O tempero do debate foi apimentado por questões como os propósitos profissionais e existenciais dos millenials, como a contestada imagem do plástico pode influir para distanciar jovens do trabalho no setor e como ele deve se reposicionar para seduzir para os seus quadros os graduados de hoje em dia, em geral mesmerizados por carreiras rápidas e bem pagas no setor de serviços e no mercado financeiro.

Lenda viva das embalagens plásticos no Brasil e introdutor de produtos que vão de sacolas e copos descartáveis a potes de iogurte e filmes com barreira, o empreendedor Jacques Siekierski, hoje presidente do Grupo Brampac, foi a cereja no bolo da programação do seminário. Em tocante exposição, ele rememorou sua histórica trajetória, desde os primórdios como vendedor de celofane no bairro paulistano do Bom Retiro à fundação de empresas marcantes na história do plástico no país, como a indústria de embalagens Itap e a componedora de masters Cromex.

Fonte: Plásticos em Revista

 

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