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Uso do plástico na construção civil tem potencial de expansão

A versatilidade e as inúmeras adaptações possíveis presentes nas resinas plásticas permitem sua aplicação na construção civil, que vai da fundação até o telhado. No Brasil, existe ainda um grande potencial de expansão no uso do plástico, à medida que novos aditivos e combinações ampliam as qualidades dos materiais conferindo mais durabilidade, desempenho acústico e leveza. O assunto foi abordado no segundo dia do Fórum FEIPLASTIC com o tema Inovação e a Importância do plástico na indústria da construção civil.

O gerente de engenharia de Aplicação e Desenvolvimento de Mercado PVC da Braskem, Antonio Rodolfo Jr. comparou o consumo per capita de plástico no Brasil com o dos países desenvolvidos e afirmou que o país ainda está muito aquém do seu potencial de produção e consumo. Cada brasileiro corresponde ao consumo por ano de cerca de 25 quilos do grupo de resinas termoplásticas (PE, PP e PVC), enquanto nos EUA, a quantidade é de 75 kg, na Europa, de 50 kg e Japão, 48 kg.

Rodolfo destacou que a vocação do plástico é substituir materiais tradicionais (como metais e madeira) em todas as áreas por conta da sua durabilidade, resistência à corrosão, impermeabilidade, resistência mecânica, além de ser atóxico. No caso da construção civil, especificamente, as aplicações ganham grandes dimensões haja vista alguns fatores característicos da realidade brasileira como a necessidade de diminuir o déficit habitacional, estimado entre 4,5 e 6 milhões de unidades.

O gerente da Braskem enumerou algumas aplicações específicas do PVC (policloreto de vinil) na construção civil, entre elas no uso de perfis nas estruturas de construções por exemplo. O perfil é um sistema modular de encaixe em que as paredes são feitas de perfis vazados de PVC acoplados entre si. Após sua montagem, são preenchidos por concreto e aço estrutural, de maneira que as fôrmas de PVC ficam incorporadas às paredes.

Outras aplicações do PVC são em janelas, geralmente substituindo o alumínio; em telhas, cuja principal vantagem é em relação ao peso, bem mais leves que as de cerâmica, por exemplo (enquanto o metro quadrado das telhas em PVC pesam 5 kg, o de cerâmica, 35 kg); poços de visita (bueiro) e mantas acústicas para aplicações em lajes, paredes e pisos.

Rodolfo também mencionou o sistema construtivo BubbleDeck em lajes, composto por esféras de polipropileno inseridas de forma uniforme entre duas telas de aço. As esferas ocupam as partes de concreto que não desempenham a função estrutural, possibilitando construir lajes com a mesma resistência de uma convencional plana e maciça, porém mais leves. Por fim, ele falou ainda do Sistema de Drenagem Urbana Sustentável (SDUS), cuja aplicação se dá por meio de peças ocas em PP (polipropileno) montadas como se fosse um “quebra-cabeça” para revestir estruturas para drenagem e/ou reservatório de águas pluviais.

Lançamentos são destaques na Feiplastic

Importante segmento para o setor de transformados plásticos, a construção civil, que segundo a ABIPLAST lidera o ranking das atividades econômicas que mais consomem plásticos, recebe atenção especial das grandes marcas fabricantes de resinas. Confira alguns lançamentos presentes na FEIPLASTIC 2017:

SABIC – Apresenta chapas de LEXAN, de baixo peso, facilidade de instalação e benefícios de conservação de energia para diversas estruturas e aplicações:

SABIC® PP, resina para aplicações como chapas finas, corrugadas e perfis, oferece resistência a UV e ao impacto, bem como baixa contração.

Resina GELOY™ (ASA/PC), que fornece uma camada de revestimento protetora e resistente ao tempo para telhas de PVC.

RHODIA SOLVAY – Linha de estabilizadores de luz CYASORB CYNERGY SOLUTIONS®,  que oferece proteção térmica e UV de longo prazo para poliolefinas, expostas as intempéries. As aplicações incluem componentes confeccionados em TPO ou polipropileno como: telhas, fachadas, membranas de impermeabilização multicamadas e geomembranas.

EVONIK – A linha Dynasylan® inclui uma gama de diferentes grupos de silanos: para cabos e tubulações; para formulações retardantes de chamas e para adesivos e selantes de alta performance.

POLYSTELL – Mostra tintas imobiliárias e massas plásticas, como POLYADIT® 41.120/POLYADIT® 4108, com umectantes, dispersantes e estabilizantes do sistema de cor, evitando floculação, sedimentação e aglomeração dos pigmentos; POLYAPP® 2621 e COAL/POLYAPP® 21.123, que melhoram o desempenho das tintas proporcionando uma ótima formação de filme e o aumento da resistência aos processos de lavagem, além do POLYCLEAN® 6020 – Micropartículas de Prata, que elimina 99,99% das bactérias causadas por contaminações nas tintas.  Fonte: 2PRÓ Comunicação

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