Você está em
Home > Notícias > VDI-BRASIL E UNISOCIESC LANÇAM “PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO INDÚSTRIA 4.0”

VDI-BRASIL E UNISOCIESC LANÇAM “PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO INDÚSTRIA 4.0”

A VDI-Brasil, Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha, realizou, no dia 28 de junho em Joinville, a 7ª edição do Simpósio Internacional de Excelência em Produção, com o tema “Soluções Smart para a Indústria”. O evento ressaltou o potencial da aplicação de soluções inteligentes já disponíveis no mercado para as linhas de produção das empresas independentemente de porte ou setor.

O encontro aconteceu junto à 15ª Conferência Mundial de Ferramentarias da ISTMA (Associação Internacional de Fabricantes de Ferramentais e Usinagem), em parceria com a ABINFER (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais) e SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade).

Na abertura do evento, foi lançado o “Programa de Capacitação Indústria 4.0”, um projeto conjunto entre VDI-Brasil e UNISOCIESC que busca garantir que os temas debatidos fomentem a implementação de medidas concretas na indústria nacional. De acordo com Christian Dihlmann, presidente da ABINFER e vice-presidente da VDI-Brasil, “o programa contribui com a missão da associação de desmistificar o conceito indústria 4.0. Ao conhecer boas práticas e aplicações existentes, o participante é capacitado para identificar e explorar o potencial que estas tecnologias representam para sua empresa”.

O programa conta com aulas teóricas e práticas, compostas por palestras, estudos de casos e workshops, além de visitas técnicas, permitindo que os participantes possam vivenciar in loco projetos de implantação e seus benefícios. Estão previstas turmas nas cidades de São Paulo, Joinville e Curitiba, tendo como público-alvo gestores, engenheiros, especialistas, analistas, técnicos, empresários e empreendedores do meio industrial.

Além de palestrantes de grandes empresas e instituições brasileiras e alemãs, o seminário reuniu um trio de keynote speakers de nível internacional. Prof. Dr. Anderson Borille, Professor Titular de Processos de Fabricação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Gustavo Ascenção, Pesquisador do ISI Laser (SENAI-SC), e Dr.-Ing. Ronald Dauscha, Diretor do Fraunhofer Liaison Office Brazil, trouxeram um panorama das últimas tendências tecnológicas mundo afora, como também cases e oportunidades de cooperação bilateral.

O primeiro painel, com o título “Soluções Smart para Competitividade”, exemplificou as oportunidades apresentadas pelos keynotes para o caso de empresas de grande porte. Os debatedores Pablo Fava, gerente executivo das áreas de Factory Automation e de Process Automation da Siemens, Flávio Malaman, diretor comercial da Atlas Copco Brasil, e Fábio Martins Fernandes, coordenador de Indústria 4.0 da Bosch Rexroth, trouxeram casos concretos de aplicação nas suas empresas. O debate foi moderado por José Rizzo Hahn Filho, presidente da Pollux e da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).

Já o segundo painel teve como foco as oportunidades para pequenas e médias empresas no âmbito da manufatura inteligente. O moderador Marcelo Teixeira dos Santos, Pró-Reitor de Pesquisa e Desenvolvimento da UNISOCIESC, incentivou a troca de experiências entre os palestrantes Ricardo Teixeira Avila, diretor industrial da Sabó, Ingo Pelikan, presidente do IQA e gerente sênior de gerenciamento de fornecedores da Mercedes-Benz, e Rafael Bottós, CEO da Welle Laser.

O seminário atraiu um público de alto nível formado por engenheiros, empresários, presidentes e diretores de grandes empresas, acadêmicos, entre outras pessoas interessadas em engenharia, reunindo aproximadamente 70 participantes.

 

***********************************************************

Confira resumo de como foi a edição do evento em São Paulo, que aconteceu em maio durante a EXPOMAFE (Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial)

***********************************************************

Cases de Soluções Smart na Indústria: investimento em soluções smart na indústria avança, apesar da falta de regulamentação

Para 95% das empresas, as tecnologias smart trarão aumento da eficiência de recursos e podem alavancar a competitividade na indústria

Em meio à apresentação de cases e debates, que marcaram o VII Simpósio Internacional de Excelência em Produção, promovido pela VDI-Brasil, especialistas de grandes indústrias mostraram que as empresas brasileiras estão se preparando para acompanhar as tendências internacionais de tecnologia e já colhem bons resultados, apesar da falta de regulamentação ainda inibir uma maior adoção da digitalização.

As soluções smart já estão entrando em todos os setores, ainda que em diferentes graus de intensidade. Em média, 37% das indústrias no mundo já passam por uma mudança essencial, segundo um relatório deste ano da McKinsey. Para o vice-presidente da VDI-Brasil e gerente sênior de compras da Mercedes-Benz do Brasil, André Wulfhorst, o Brasil tem bons exemplos que indicam que estamos caminhando na direção certa.

“À medida que as empresas conseguem ter apoio do governo, através de uma melhor carga tributária, uma revisão da NR12, elas conseguem investir com mais segurança nas soluções smart. A digitalização favorece a competição e traz crescimento para toda a indústria, em todos os setores e é isso que estamos vendo acontecer no Brasil”, completou Wulfhorst.

Soluções Smart no Brasil
No cenário brasileiro de inovação, as grandes indústrias automotivas ainda são as dominantes, entretanto, o debate tem levado o conhecimento sobre as soluções smart também a outros setores e, principalmente, às PMEs, que, no Brasil, representam 95% da indústria.

Um exemplo é o grande processo pelo qual a Bosch está passando. Em uma de suas plantas em Pomerode, Santa Catarina, o uso de sensores fez com que houvesse uma diminuição de 80% do tempo de máquinas paradas. Os sensores, que podem ser desde térmicos até de vibração, enviam informações e calculam o tempo de manutenção das máquinas.

Durante o debate, o gerente de TI da Bosch, Jefferson Simoni destacou ainda a iniciativa da empresa de criar um setor focado no desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria. A área, que funciona de forma similar a uma startup, já produziu novos produtos em tempo muito menor do que o exigido por processos mais tradicionais.

PMEs
Para os especialistas, a digitalização das PMEs ainda é vista como um desafio no sentido econômico, mas pode ser mais simples do que em uma grande empresa, já que as pequenas e médias são mais flexíveis quando se trata de mudanças, e precisam, sobretudo, de incentivos e informação.

“As PMEs não têm um centro de desenvolvimento, assim como as grandes empresas, e, por isso, precisam de incentivos do governo. Elas são rápidas para executar, têm uma potencialidade de mudar de rumo que as grandes não têm, mas, para que isso aconteça, é importante ensiná-las sobre essas tecnologias, porque quando elas despertarem, serão mais rápidas e inovativas”, explicou o vice-presidente da VDI-Brasil e sócio-diretor da MHMura, Mauricio Muramoto.

Dificuldades e falta de regulamentação
Em pesquisa realizada pela Siemens, no ano passado, 40% das 246 empresas brasileiras contatadas disseram que a falta de disposições legais dificulta a digitalização nas fábricas. Além disso, 52% delas apontam a ausência de benefícios fiscais para investimentos como outra grande barreira externa desse processo.

“Falta um órgão regulador que motive o próximo passo para essa revolução. É o que a VDI faz aqui no Brasil, ou seja, estimular a colaboração das empresas, ainda que concorrentes, para debater a indústria e os processos, é um exemplo claro do caminho a ser seguido”, enfatizou o diretor de negócios da divisão industrial da Atlas Copco Brasil, Leandro Escudeiro.

Simoni, da Bosch, também enfatizou que uma regulamentação focada em ajudar as empresas na adoção e desenvolvimento de inovações pode ser construída com base nas normas já implantadas em outros países.

“É necessário regulamentar, mas devemos tomar cuidado para não criar uma burocracia que atrase o desenvolvimento. Quem trabalha na indústria sabe como é difícil. É importante, antes de tudo, saber onde o país quer estar a médio e longo prazo, dar um norte e aí sim gerar incentivos reais e não propostas de coletar novos impostos”, disse Simoni.

O futuro das soluções smart no Brasil é promissor, o resultado disso são os cases apresentados e o otimismo das empresas, apesar dos entraves. Os benefícios da digitalização podem ser vistos em curto prazo, mas a grande mudança virá a longo prazo. E o investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e inovação é o que fará o Brasil a voltar a ser um país competitivo e o destacará internacionalmente.

Veja mais em http://www.vdibrasil.com/                   Fonte:   Atendimento à imprensa – VDI-Brasil

 

Deixe uma resposta


Top