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INJEQUALY MONTA FÁBRICA EM JOINVILLE SC

Injeção de alto astral:
Injequaly dá as costas ao desalento e monta fábrica em Santa Catarina

Fonte: Plásticos em Revista

Se nossos clientes conseguem estabelecer no Brasil , por que não faríamos o mesmo?” Kelly Godsell, CEO da transformadora norte-americana Viking Plastics e sócia da brasileira Injequaly, rebate nesse tom quando questionado sobre a decisão de investir na primeira filial da coligada num ambiente prenhe de incertezas e contraindicações.

Hoje em dia, o Sul detém 42% das vendas da matriz paulista da Injequaly, mas como o custo de frete limita a possibilidade de aumentarmos o negócio da região, decidimos abrir até novembro próximo uma fábrica de injeção de peças técnicas em Joinville (SC)”, justifica o dirigente, arredio a revelar o investimento deste projeto gestado desde 2019.

De qualquer maneira, a insegurança econômica é uma constante por aqui e se nos fixarmos nessa perspectiva, empresa alguma investe no país”, intercede Fernando Esteves, sócio executivo da Injequaly. “Mesmo com o dólar instável e o Custo Brasil, a Viking crê no retorno proporcionado por um modelo de atendimento global a clientes múltis”.

A tiracolo da joint venture constituída em 2013, o negócio centrado na sede da Injequaly, em Itaquaquecetuba, cresce desde então à taxa de 27% ao ano, índice de magnitude enriquecida por ocorrer sob o avanço micro de 2015 a 2019 da economia brasileira com o arremate, em 2020, do pior PIB (- 4,1%) em 25 anos. “Nos últimos dois anos, a Injequaly cresceu às respectivas taxas de 33% e 35%”, sublinha Esteves.

Alinhada entre os 100 maiores transformadores norte-americanos de injetados, a Viking Plastics, fundada em 1972, é cultora ferrenha da filosofia de gestão da manufatura enxuta (lean manufacturing) e opera unidades nos EUA, China, México e Brasil.

No balanço geral de 2020, a Injequaly rodou com 79% de ocupação da capacidade instalada”, retoma o fio Godsell. Na selfie atual, descreve Esteves, a unidade na Grande São Paulo agrupa 21 injetoras de 80 a 100 toneladas, 18 robôs (incluso um modelo de três eixos), equipamentos de serigrafia e tampografia, além de efetuar a montagem de conjuntos de peças.

A capacidade produtiva atual totaliza 189 t/mês”, ele fixa. Em Joinville, adianta Godsell, a filial deve partir com nove injetoras de 160 a 800 toneladas equipadas com robôs numa infra fabril incrementada por implementos como ponte rolante e equipamentos para controle de qualidade e modernização no tocante à logística. A opção de comprar uma unidade concorrente para estrear no Sul foi desdenhada.

Acreditamos que a compra de uma empresa já em atividade exigiria esforço mais intenso na gestão de pessoas e na implantação da nossa filosofia de trabalho”, expõe o dirigente. “A maneira mais rápida e prática de ativar a filial ainda este ano, como planejamos, é com pessoas-chave da planta em São Paulo”.

A Injequaly passou com garbo pelo pandêmico 2020 e a única rusga de preocupação quanto a este ano, atestam Godsell e Esteves, tem a ver com a persistente insuficiência internacional das resinas utilizadas. “Estamos sofrendo com constantes falta e atrasos nas entregas por importadores e petroquímicas com quem mantemos contratos globais de suprimento”.

De volta ao último período, Esteves atribui o azul céu do balanço da Injequaly à diversificação de seus campos de atuação, estendendo-se pela linha branca, autopeças, produtos para energia solar e até descartáveis. “No caso de eletrodomésticos como geladeiras, lavadoras de louça e roupa, condicionadores de ar, secadoras e fornos de microondas”, ele destaca, “o confinamento e home office motivaram consumidores a renovar os equipamentos, esquentando a procura pelas peças da Injequaly”.

Por ora, pondera Godsell, a Viking Plastics não cogita aproveitar as benesses tarifárias do acordo bilateral comercial Brasil/México para turbinar a interação da Injequaly com suas fábricas mexicanas. “Tratam-se de unidades adquiridas recentemente e ainda estamos trabalhando para implantar uma parceria entre as operações nos dois países”, ele assinala. “Mas já estamos empenhados em articular um esquema pelo qual desenvolveríamos o molde no Brasil para ser remetido ao México”. 

Fonte: Plásticos em Revista

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