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ROTA 2030 PREVÊ R$ 1 BILHÃO PARA DESENVOLVER TECNOLOGIA AUTOMOTIVA

 

 

 

Rota 2030 prevê R$ 1 bilhão para desenvolver tecnologia automotiva
Montadoras poderão investir em tecnologia com alíquota de 2%

Foram lançados em hoje 20/09 os Programas Prioritários do Rota 2030, política de incentivos ao setor automotivo do governo federal. As montadoras vão poder investir em desenvolvimento tecnológico a alíquota de 2% que seria paga sobre a importação de peças sem equivalente no Brasil. Os recursos arrecadados por meio da desoneração fiscal serão geridos por um conselho gestor, que envolve representantes da indústria e da academia. A estimativa é que sejam feitos investimentos de R$ 200 milhões anuais por cinco anos, totalizando cerca de R$ 1 bilhão.

O dinheiro será liberado para o projeto por meio de cinco entidades, que vão gerir os recursos setorialmente: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa de Minas Gerais (Fundep).

Esse dinheiro vai ser destinado, para junto com as entidades, a academia desenvolver, fazer pesquisa e inovação para que a gente possa atender essas demandas da sociedade”, explicou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes. “Queremos carros mais eficientes, mais inteligentes, mais conectados e mais seguros. Isso é uma parceria que envolve o setor privado e as entidades e a academia visando ter veículos melhores”, acrescentou.

Mais eficiência

Os investimentos vão permitir, segundo Moraes, que as montadoras atendam um cronograma de melhoria dos veículos produzidos no Brasil estipulado a partir do Rota 2030. “Nós temos um cronograma de metas de eficiência energética, de emissões, de implementar itens de segurança, que já está definido. Esse aporte de dinheiro vai ajudar a acelerar a implementação desses itens”, disse Moraes, acrescentando que o calendário prevê metas a serem atingidas ao longo dos próximos dez anos.

O presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, disse que a escolha dos projetos que vão receber os aportes vai seguir as diretrizes que já são usadas pela empresa para incentivar o desenvolvimento tecnológico no setor. “O nosso modelo é muito simples. Nós pré-selecionamos grupos de pesquisa qualificados, que trabalham em pesquisa aplicada e inovação. Não financiamos pesquisa básica. Selecionamos por chamada a pública o que há de melhor no Brasil”, explicou.

A qualquer hora a empresa vai à unidade da Embrapii e discute com os técnicos o seu projeto. O projeto é sempre da empresa. Quais as características, que tecnologia vai usar e quanto vai custar”, acrescentou.

Com o modelo, Guimarães acredita que possam ser iniciados 100 novos projetos imediatamente, a partir dos R$ 40 milhões anuais, que serão geridos pela Embrapii.

FUNDEP é anunciada como coordenadora

O Rota 2030 está estruturado em seis programas prioritários. A Fundep foi aprovada pelo Conselho Gestor da iniciativa como coordenadora de dois programas: Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas, que objetiva habilitar competências e reestabelecer a competitividade das ferramentarias brasileiras, certificando-as como fornecedores globais de ferramentas de alto valor agregado; e Propulsão, Biocombustíveis e Segurança veicular, que objetiva o desenvolvimento de tecnologias para cada uma dessas áreas, oferecendo ao mercado soluções de power train mais modernas.

Os outros quatro programas serão coordenados pelas seguintes entidades: P&D e Engenharia para a Cadeia Produtiva do Setor Automotivo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Financiamentos de Inovação e Pesquisa pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Alavancagem de Alianças para o Setor Automotivo (A3) pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); e Programa P&D para Mobilidade e Logística pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Clique aqui e confira mais detalhes sobre os programas coordenados pela Fundep e outros detalhes do Rota 2030.

COMPROMISSO COM O FUTURO

O evento de lançamento do Programa foi realizado na Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo, com representantes de todas as entidades coordenadoras e membros do Ministério da Economia. O diretor da Fundep, professor Martin Ravetti, e a gerente de Negócios e Parcerias, Janayna Bhering, participaram da cerimônia firmando o compromisso para a estruturação de toda a cadeia de valor dos dois programas.

“Estamos vivendo uma revolução tecnológica, mas também social. E isso está provocando um universo de incertezas, o que nos impulsiona a buscar entender e oferecer soluções para estes desafios. Programas como este permitem reduzir as incertezas e caminhar para uma sociedade melhor. Neste caso, com foco no aumento da competitividade do setor automotivo”, ressalta o prof. Martin.

“No Rota 2030, a Fundep se posiciona como elemento conector entre as ICTs, as empresas e a sociedade. Nosso papel é estimular a geração de soluções tecnológicas com o objetivo de aumentar a competitividade do setor, promovendo desta forma não apenas a alavancagem destes negócios como, consequentemente, o desenvolvimento econômico do nosso país”, complementa Janayna.

Parcerias para o codesenvolvimento de inovações tecnológicas

A Fundep firmou parcerias fundamentais para a execução dos programas. Em Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas, a coordenação técnica será do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e terá mais 12 instituições parceiras: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (MABC), Instituto Mauá de Tecnologia, Parque Tecnológico de São José dos Campos, Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer), Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Ferramentaria do Grande ABC (APL), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e Instituto de Inovação do Senai.

Em Propulsão, Biocombustíveis e Segurança Veicular, a coordenação técnica será da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI) e da Universidade Estadual do Ceará (Uece). As instituições parceiras serão: Universidade Federal do Pará (UFPa), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A Fundep se sente muito honrada de ter sido escolhida para coordenar dois programas prioritários desta iniciativa de extrema importância. Aliando a competência técnica dos parceiros com a expertise consolidada da Fundação em gestão e execução de projetos, estamos confiantes dos impactos positivos no cenário tecnológico, econômico e social do Brasil”, finaliza o diretor.

 

Fonte: Agência Brasil (http://agenciabrasil.ebc.com.br/)   texto

Fonte: FUNDEP (  http://www.fundep.ufmg.br)  texto +imagem

 

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